Conheça o relato da Mariana Sergeyevna Smirnova, intercambista da Rússia e estudante do curso de Letras da UPF.
“Não desista, vá em frente, sempre há uma chance de você tropeçar em algo maravilhoso”
(Charles F. Kettering)
Decidi começar precisamente com esta frase de Charles Franklin Kettering que foi um inventor e filósofo social americano. Tendo lido esta afirmação, uma pessoa pensará em uma certa chance que nossa vida dá a todos e com muita frequência. Eu, por exemplo, tive a sorte de ter a chance de me tornar uma estudante de intercâmbio da associação internacional não governamental Rotary Internacional Club, que implementa dois tipos principais de programas: humanitários e educacionais.
No programa de intercâmbio internacional do Rotary Internacional Club, os participantes aprendem línguas estrangeiras, aprendem a cultura, tradições e costumes de diferentes países, conhecem novas pessoas, tornam-se cidadãos globais. A troca entre estudantes de 15 a 19 anos é patrocinada pelo Rotary Club em mais de 100 países. Portanto, antes de iniciar a viagem, eu poderia escolher quaisquer 3 países da lista e encontrei países interessantes como América, México e Brasil. Depois de pensar muito, decidi finalmente ir ao Brasil. Muitas pessoas me fazem uma pergunta: “Hmm, por que exatamente o Brasil?”. A resposta é óbvia: porque o país absolutamente desconhecido e exótico, que me atrai com sua linguagem única.

Já moro aqui há um ano e não me arrependo de jeito nenhum. Estou muito feliz por ter decidido e voado para o Brasil. Com o tempo, percebi que este é o meu país: o Brasil é para o meu temperamento, o Brasil é para a minha alma, o Brasil é para o meu coração.

Admito que é muito difícil se tornar um estudante de intercâmbio, pois há alguns critérios para isso. Os requisitos mais comuns para os candidatos: 1) um bom desempenho na escola; 2) conhecimento suficiente de inglês (que é a língua principal do programa); e 3) os estudantes não devem ter restrições ao seu estado de saúde física ou mental, o que interfere na sua aprendizagem e adaptação à vida em outro país.
Mas ser um estudante de intercâmbio também não é uma tarefa fácil. Quando cheguei no Brasil, sabia apenas “oi, tudo bem?” e nada mais. Portanto, foi um pouco difícil me acostumar com o novo país e a nova língua, dado o fato de que o russo não tem nada a ver com o português. Na verdade, foneticamente, as duas línguas são semelhantes e, por isso, não muitos problemas com a pronúncia.

Eu realmente gosto da nossa língua, então decidi tentar entrar em uma universidade local. Já sabia da existência da UPF há muito tempo, porque minha mãe brasileira (host-mother) trabalhava como professora de inglês no Integrado. Desde a primeira vez me apaixonei pela UPF e imediatamente percebi que realmente queria entrar na faculdade relacionada ao estudo de idiomas. Assim encontrei a incrível faculdade de Letras.
Restava então o principal objetivo para a realização do meu sonho: passar no vestibular. Quando me vi na lista após a checagem, não pude acreditar. Eu realmente gosto da direção que escolhi, dos meus professores e meus colegas. A faculdade me deu verdadeiros amigos e todo dia recebo novos conhecimentos que serão úteis para mim no futuro próximo.

Mariana Sergeyevna Smirnova vem da cidade de Veliky Novgorod, situada a 155 km de São Petersburgo, na Rússia. Hoje é estudante do segundo nível de Letras da UPF, onde deve permanecer até o final de 2019.