A procura do menino

Era uma vez um menino que procurava a paz.

Todos os dias ele dizia para as pessoas: “Eu só quero a paz”. Mas ninguém entendia o que ele falava, todos achavam que estava só brincando. No entanto, o menino persistia. Foi até o médico dos pensamentos, médico da cabeça, do coração, de tudo que se pode imaginar… Porém não encontrava a paz, e todos os dias vivia aflito, não dormia, não sonhava, não conseguia comer e sempre dizia “Eu só quero a paz, onde a encontro?”.

Sua mãe, seus irmãos já estavam preocupadíssimos com essa procura do menino e tentavam ajudá-lo, mas nada funcionava. Até que um certo dia o menino encontrou pelo caminho uma corda.

A corda era sua amiga. Eles passavam dias e dias conversando… O menino, então, contou para ela o que andava procurando, falou sobre essa paz que ele tanto queria. A corda, ouvindo isso, se compadeceu e decidiu ajudá-lo, mas havia algumas condições: ela conseguiria a paz, entretanto, no momento em que ele a tivesse todos ao seu redor a perderiam.

O menino não entendeu muito bem e disse que se a paz era só para ele, não poderia aceitar, pois amava sua família e seus amigos, e queria que essas pessoas também tivessem a paz. Depois disso, o menino voltou a andar triste e pensativo, sempre em busca do seu objetivo, não falava mais com a corda.

Até que um dia algo terrível aconteceu – ele sentiu uma tristeza muito grande, um aperto tão forte, mas tão forte que se obrigou ir até a corda. Falou para ela que não aguentava mais tamanha dor, que precisava da paz, que precisava muito da paz! A corda, por fim, atendeu seu pedido e no momento em que o menino ganhou a paz, ele sumiu. Sua família se desesperou. Naquele lar, agora, não havia paz, os amigos vieram e parecia que tudo estava perdido, não havia alegrias, não havia tranquilidade, a paz havia acabado para todos.

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Foto: Divulgação

 


                                                           

Conto escrito por Mônica Lubian Tomazoni,
acadêmica do 8º semestre do curso de Letras da UPF.

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