OLHOS DE PARADA 

As nuvens estão carregadas 

Vários acenos passam 

Sei que não são pra mim 

Não são rostos conhecidos 

Talvez nunca mais os veja 

Quem sabe noutro dia, noutra hora 

Ao meu lado, olhos fitando ao longe 

Esperando sua vez, seu momento 

O dia está chuvoso, cinzento 

E no cinza do céu pesam 

Lágrimas dos deuses 

Escorrem também pelo vidro, onde 

Pessoas divagam sua própria plenitude 

Em seus mundos, vários dizeres, sonhos e janelas 

E eu, cá estou 

Olhando para o horizonte 

Ainda esperando meu ônibus passar. 


 

Henrique Knoll, estudante do curso de Letras na UPF. 

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