
Se eu não tenho você
Eu não quero ter mais ninguém
Não entendes, mulher,
Tu és a minha alma
A minha ingênua e doce alma
Por que me corrompeste?
Se nem tinhas a menor decência de estar comigo
Cravaste as tuas unhas em meu coração com tanta audácia
Como se fosse um bêbado ingerindo um vinho barato
em uma taverna qualquer.
Por que me corrompeste?
Não, eu não quero mais ninguém,
Eu quero a ti, as tuas impurezas, meretriz
Se eu não posso a ter, ninguém mais a terá,
Vamos nos eternizar, te quero a ti como tu queres a mim,
Minh ’alma devaneia sobre a sua, estamos livres, estamos juntos
Por que me corrompeste!
Agora és minha, para toda a eternidade, és minha…

Texto pelo professor Pablo Natan de Mello ex-aluno do curso de Letras – UPF