Me perguntam o que eu sou
Eu me pergunto também
Não sei quem eu fui
Nem quem me tornarei
Amigos apagaram a luz
Sozinho eu fiquei
Sem vela, nem Jesus
Só eu e o não sei
Penso muito na morte
Gosto muito de viver
Minha falta de sorte
Vira poema pra escrever
Me perguntam o que eu sou
Eu me pergunto também
Quem me pergunta sabe
O que espera de alguém?
O fogo da minha arte
Me queima devagar
Chama que me chama
Eu gosto de escutar
Palavras amontoadas são
Almofadas jogadas no sofá
Palavras estruturadas são
Paredes do meu lar
Me perguntam o que eu sou
Eu me pergunto também
Sou quem escreve agora
Por hora é tudo que tem.
Texto por Tatiel Henrique Zart , Graduando do Curso de Filosofia da UPF.
As entranhas reviradas… Pensando e repensando…
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