Da arte de amadurecer

Face à uma torneira, 

cuja uma gota permanece ali 

a meio caminho das outras, 

como que se decidindo

se aceita ou não a queda. 

Mas será que ela sabe se pode ou não cair? 

Talvez tenha medo. 

Medo de que ao juntar-se às outras 

perca-se de si mesma. 

Abro a janela, e uma leve lufada, 

que corre por entre meu rosto, 

alcança a torneira. 

A gota, cambaleando, cai. 

A observo e penso que não,

não se perdeu, 

pelo contrário, 

encontrou partes de si que desconhecia.


Poema de Wíllian Scalco Pain, graduando do curso de História, 6º semestre
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