Passado, presente e futuro.

Foto por Ann Nekr em Pexels.com

É bela, também,

A folha amarelada

Pendente pelo nó

Ao pedicelo.

É bela porque ali,

Enroscada ao caule

Expressa-se o tempo

O tempo da crise,

Da queda, da mudança,

O tempo do estranho.

Ali mesmo,

Passado e presente,

Juntos,

Unidos pela relatividade

De seu próprio ciclo.

Contudo,

Uma gélida lufada a toca

E, o futuro inevitável,

Sempre em suspenso,

Torna-se presente, e,

O seu passado,

Mera lembrança de outrem

Estranhamente me questiono:

Terá feito o que queria?

Talvez nem tenha querido

Mas, certamente,

Foi querida,

Ainda que não soubesse.

Não que isso seja

Algo que se saiba,

Pois, quem realmente sabe?

Não é por isso que

Faltam palavras?

Trata-se de sentir,

Não de sentir a fria

E angustiosa solidão

Mas, de sentir o calor

Desse objeto celeste,

Cheio de energia,

Que modela o tecido

Da nossa alma.


Escrito por: Wíllian Scalco Pain, graduando do curso de História, 6º semestre, e-mail: 160889@upf.br.

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