Baco Doente

Os demônios me engolem nas sombras
Me sinto preso em uma obra de Caravaggio
A luz adentra pela frestas metafóricas
Me debruço ao inferno e vejo ainda mais

Estátuas lapidadas com ossos enfraquecidos
O odor se espalha pelo museu do louvre
A luz mata a sombra, mas morre abraçada comigo
Ouve junto o concerto que eu busco apriori

Me vejo preso aqui, mas se saio dali, sou girafa em chamas
Sou caótico, exótico, faço da arte meu protótipo e a obra se incinera
Me observo abstrato, referenciado o anonimato do artista preso a cama
Sou a flor morta de outono que nasceu cheia de sonhos em alguma primavera.


por Tatiel Zart.
Filosofia UPF.

Deixe um comentário