Reflexões acerca da (in)segurança no cotidiano escolar
Casos chocantes de ataques violentos a escolas brasileiras foram registrados neste primeiro semestre de 2023 e chamaram a atenção de todos. Um deles registrado em uma escola estadual de educação básica, na cidade de São Paulo; outro, em uma escola de educação infantil, na cidade de Blumenau.
O fato de esses eventos ocorrerem em escolas merece atenção. A escola é, em nossa sociedade, espaço de transmissão do legado humano, de cuidado e formação das novas gerações e de manutenção da cultura humana. Quando se ataca uma escola, são esses princípios que estão sendo destruídos.
A escola, em sua essência, deve ser vista como um catalizador social, na qual as distâncias se quebram, as diferenças se encaram, os dilemas se resolvem e os preconceitos podem ser abordados no caminho da superação. É um espaço social em que a convivência é tão ou mais importante que o conhecimento transmitido, já que faz parte de uma comunidade, de um bairro, de uma cidade.
Nesse espaço de confiança, lembremo-nos que é preciso incluir as famílias na formação de sujeitos capazes de praticar formas democráticas de convívio e, no processo de educação, ajudar as crianças e jovens a desenvolver a empatia. A palavra, o diálogo pode ser uma das maneiras de descontruir a cultura do ódio. E a educação, a leitura estão aí para isso!
Façamos nossa parte! Tentemos, como educadores, restaurar as escolas enquanto lugares privilegiados de interação e desenvolvimento dos indivíduos como cidadãos a partir de nossas práticas. Cada um(a) fazendo o seu melhor em prol da formação e criação de oportunidades, em sala de aula, para que nossos educandos tenham seu lugar de fala e este lugar, respeitado.
pela Doutora em Letras Emili Coimbra de Souza – em nome da equipe Letrilhando