Que presente dos céus eu ganharia
Se descobrisse dessa agonia a razão
Me pergunto sobre enigmas sem solução
E uma simples resposta bastaria
Mais de mil sonetos eu faria
Tentando a pessoal transformação
Mas para sossegar tal inquietação
Mais de mil anos eu precisaria
Parece ser a humana condição
A incompletude e a solidão
Deixados à própria sorte
Parece mesmo pura obsessão
A busca por sentido e direção
No amor, no tempo e na morte
Por Tiago Biazus, pianista, Professor do Curso de Música da Universidade de Passo Fundo, Mestre em Música pela Universidade de Artes de Utrecht – Holanda, tem dois discos autorais gravados com a banda Máquina Vapor e é autor do livro Amor, Morte, Eu, Os outros e As Canções.