Ensino do Português para falantes de outras línguas (PBFOL): ampliando as experiências de formação no Curso de Letras

1 Entendendo o Projeto
Com a atualização da política de extensão da UPF após a pandemia, o Projeto Linguagens e Práticas Sociais (PLPS) do Curso de Letras se fortaleceu, reunindo diferentes subprojetos e ações em torno do agir pela linguagem em contextos diversos. A demanda pelo ensino da língua portuguesa para indivíduos não brasileiros, falantes de outros idiomas, começou a se destacar. Além dos cursos para estudantes intercambistas estrangeiros, ofertados há mais de 15 anos na instituição, a inclusão de vagas para imigrantes nesses mesmos cursos aumentou o interesse de outros indivíduos em iniciar ou aprofundar o conhecimento de nosso idioma e estudar na UPF.

Diante desse cenário, professores e estudantes da graduação e do Programa de Pós-Graduação em Letras, a partir do Grupo de Estudos que se reunia desde 2018, estruturaram um curso voltado especialmente para imigrantes e refugiados. Essas ações iniciaram em 2023 e foram ampliadas para outros públicos, como será discutido neste artigo. O curso, também, passou a incluir atividades socioculturais, visando à integração dos alunos na comunidade acadêmica e do município em geral.

Toda a proposta de ensino de português para esses públicos com diferentes línguas maternas e adicionais está ancorada no Interacionismo Sociodiscursivo (ISD) da corrente de Genebra, preconizada por Bronckart (1999). Para o autor, a linguagem não é apenas um meio de comunicação; é uma ferramenta transformadora que nos humaniza. Ela nos permite expressar pensamentos, sentimentos e experiências, moldando nossas identidades e nossos papéis na sociedade. Com profundas raízes nos estudos de Vygotsky, o ISD compreende os seres humanos como agentes sócio-históricos. Ou seja, as ações e interações dos indivíduos são influenciadas pelos seus contextos históricos e sociais. A linguagem desempenha um papel fundamental nessa interações, atuando como espelho e molde das estruturas sociais.

Considerando os preceitos do ISD, o ensino de português na perspectiva de língua adicional (LA) e de acolhimento se realiza a partir de uma abordagem centrada nos mais variados gêneros textuais, que refletem a natureza dinâmica da interação e comunicação humanas. Essa abordagem permite que os alunos desenvolvam suas habilidades linguísticas e capacidades de linguagem de forma contextualizada, promovendo uma aprendizagem significativa e relevante para suas vidas. Além disso, a aprendizagem intercultural se constitui como um relevante princípio neste processo, compreendida como “a aquisição de conhecimento e habilidades que dão suporte à capacidade dos aprendizes de entender a cultura e interagir com pessoas de culturas diferentes da sua” (Lane, 2012, p. 97).

Assim, o grupo em atuação neste ano apresenta de forma sucinta como estão acontecendo os cursos e turmas de português para os diferentes públicos de diversas nacionalidades e com propósitos variados. As seções 2, 3 e 4 discorrem sobre os 3 modelos principais de cursos/turmas, trazendo informações gerais sobre cada grupo. A seção 4 traz depoimentos dos estudantes que atuam no ensino nos diferentes grupos; o texto é finalizado com as considerações finais, nas quais destacamos a importância do Projeto para a inclusão e integração dos imigrantes e refugiados na comunidade local, bem como para a promoção de nosso idioma como língua internacional.

2 Português para estudantes intercambistas estrangeiros
As aulas de Português para os estudantes intercambistas estrangeiros que chegam semestralmente à UPF possuem um enfoque acadêmico, uma vez que esses jovens estão vivenciando experiências de imersão durante o intercâmbio acadêmico, nos mais variados cursos da instituição. Nessa perspectiva, a abordagem centrada no aprendizado de gêneros textuais orais e escritos para a comunicação orienta o trabalho, que responde às demandas de leitura e de escrita nas diferentes áreas. Assim, além de desenvolver as habilidades linguísticas, o curso promove o aprimoramento das capacidades de linguagem com atividades nas quais os estudantes leem e escrevem diferentes textos. Esses grupos, também, conhecem mais sobre a cultura nacional e local, com oportunidades para discorrer sobre seus países de origem, enriquecendo as trocas feitas em sala de aula e criando um ambiente onde todos podem contribuir com diferentes visões de mundo.

Em 2023, a vinda de estudantes estrangeiros para realizar estágio nos Programas de Pós-Graduação da UPF, para intercâmbio de curta duração, entre outras finalidades, fez surgir novas turmas na modalidade on-line com aulas síncronas. No primeiro semestre do ano, três estudantes alemães realizaram o curso a distância. Dois deles, da Westfälische Wilhelms-Universität (Universidade de Münster), vinculados ao Programa Pós-Graduação em Projeto e Processos de Fabricação (mestrado), realizaram estágio em uma fábrica de máquinas agrícolas no município de Não-Me-Toque; uma terceira estudante, ainda na Alemanha, estudou na mesma turma, enquanto se preparava para vir a Passo Fundo para um intercâmbio de curta duração na área da saúde.

No primeiro semestre deste ano (2024/1), na mesma fábrica de Não-Me-Toque, agora pelo Mestrado Profissional em Computação Aplicada (PPGCA), tivemos um estudante falante nativo de holandês e de inglês como LA em estágio. O estudante proveniente da Wageningen University, Holanda, desenvolveu seu projeto durante os 3 meses que esteve aqui. Nesse mesmo semestre, um estudante da Síria, falante nativo de árabe e de inglês como LA, que prospectava realizar graduação na UPF, realizou um curso introdutório de português. Cabe registrar que, nessas modalidades, o português foi ensinado por meio do inglês como língua de instrução (em inglês, English as a Medium of Instruction – EMI) e de interação/mediação, pois os professores e os alunos não compartilhavam o mesmo idioma. Outro aspecto interessante é que, por todos falarem outro idioma além de sua língua nativa, o português aqui se configurou como mais uma LA no repertório dos aprendizes.

Conforme Elliot et al. (2001, p. 6), a escolha do termo “adicional” sublinha o entendimento de que línguas adicionais não são necessariamente inferiores ou superiores, nem substitutas para a primeira língua de um estudante. Essa abordagem evidencia a importância de uma educação inclusiva que reconhece e valoriza o aprendizado de múltiplas línguas.

Esses cursos são formatados a partir das necessidades específicas dos públicos, com a duração variando entre 1 hora e meia e 2 horas semanais, totalizando de 10 a 30 horas no semestre. A partir da orientação e supervisão de professores, estudantes do curso de Letras e do PPGL têm a oportunidade de implementar metodologias diferenciadas, com base nas teorias estudadas em sala de aula, experimentando uma modalidade bastante diferente para o ensino de nossa língua materna. Essas modalidades de curso fortalecem o programa de Internacionalização em Casa da UPF, bem como contribuem para a internacionalização do currículo dos estudantes de Letras e PPGL envolvidos.

Fica evidente, nesses contextos, a busca dos estudantes estrangeiros pelo conhecimento do português para a comunicação oral e escrita, a fim de ampliar as relações nos diferentes ambientes dentro e fora da universidade, portanto, no profissional, acadêmico e/ou social. O domínio do idioma local é um fator basilar capaz de garantir a inserção social e a autonomia do estudante em sua experiência fora do país de origem.

3 Português para imigrantes e refugiados
A demanda pelo aprendizado de português por imigrantes e refugiados que chegam à nossa região tem aumentado significativamente no contexto pós-pandêmico. Sendo Passo Fundo um destino reconhecidamente acolhedor, é essencial compreender as dificuldades impostas pela barreira linguística. Para essas pessoas que buscam um recomeço em suas vidas, a comunicação no idioma local serve como uma ponte que conecta os aspectos práticos da integração com as dimensões emocionais do pertencimento, apoiando-as, em última análise, no estabelecimento de uma vida segura e conectada à comunidade anfitriã (Popescu e Pudelko, 2024).

O oferecimento de turmas para imigrantes e refugiados na UPF está alinhado aos ODS 4 (Educação de Qualidade), 10 (Redução das Desigualdades) e 16 (Paz, Justiça e Instituições Eficazes), integrando as ações da Cátedra Sérgio Vieira de Mello e do United Nations Academic Impact (UNAI), em parceria com dois outros importantes projetos da instituição na área da sustentabilidade: o Balcão do Migrante e o Green Office. A Cátedra Sérgio Vieira de Mello é uma parceria entre o ACNUR, a Agência das Nações Unidas para Refugiados, e universidades brasileiras, para a promoção de diferentes projetos e prestação de serviços em apoio a esses indivíduos em situação de vulnerabilidade.

Desde o primeiro semestre de 2023, o PLPS passou a oferecer turmas presenciais específicas para auxiliar imigrantes e refugiados da região em sua nova jornada em busca de vida e trabalhos dignos. A língua portuguesa, nesse contexto, é compreendida como um apoio importante para que alcancem suas metas e sonhos. Nossa abordagem promove o desenvolvimento do sentimento de pertencimento, definido como um construto multifacetado que combina envolvimento emocional, aceitação, qualidade relacional, afiliação ao grupo e a influência do tempo na identidade (Kolesovs, 2021). Esse sentimento desempenha um papel crucial no bem-estar individual e na coesão social, particularmente no contexto da identidade nacional e do engajamento comunitário.

Assim, as aulas são planejadas a partir de temáticas diretamente relacionadas às necessidades e aos desafios enfrentados por esse público, como a busca por emprego, os diferentes serviços públicos oferecidos no município, além de temas relacionados à cultura e ao lazer. São priorizadas atividades que desenvolvam a leitura e a escrita, com vistas ao fortalecimento dos letramentos. Além disso, nossa proposta busca promover a cidadania dos participantes, incentivando a compreensão e reflexões sobre os direitos e deveres de cada um na sociedade brasileira.

Retomando o princípio da interculturalidade e considerando a diversidade de nacionalidades presentes, a cultura brasileira é sempre discutida, servindo como apoio para que os alunos se sintam à vontade para compartilhar informações, estabelecer relações e traçar comparações entre os conhecimentos de seu país e os novos aprendizados de sala em aula. Nesses dois anos, já foram acolhidas, em cinco turmas, aproximadamente 110 pessoas provenientes de países como África do Sul, Haiti, Benin, Senegal, Cuba, Chile, Peru, Turquia, Uruguai, Venezuela e Madagascar.

Embora o curso tenha o propósito de ensinar português, a abordagem empregada respeita e preserva os direitos linguísticos dos participantes, que são incentivados a usar sua língua materna para estabelecer conexões que facilitam o aprendizado de todos os envolvidos. Dessa forma, a LA é concebida como um instrumento de integração, autonomia e inclusão social.

4 Português para estudantes poloneses: internacionalizando o nosso idioma
Não menos importante e muito motivadora é a oferta de cursos de curta duração para estudantes poloneses que residem nas cidades de Lublin e Wroclaw, na Polônia. A partir do contato entre a AI UPF e o PPGL com as instituições daquele país, nasceu, no segundo semestre de 2024, a proposta de verificar o interesse de estudantes das universidades Maria Skłodowska Curie (Lublin), Wrocław University of Science and Technology e University of Wrocław (Wrocław) em realizar cursos de língua portuguesa de curta duração.

A partir de reuniões entre os professores das instituições polonesas e a coordenação dos cursos na UPF, com o apoio dos escritórios da Assessoria Internacional dessas instituições, os cursos foram divulgados entre o final de setembro e o início de outubro. São cinco grupos em andamento, sendo três para iniciantes, com aproximadamente 15 participantes em cada. Esses estudantes, de áreas como engenharia, computação, medicina, dentre outras, não possuíam nenhum conhecimento do idioma. Contudo, no formulário de inscrição, demonstraram um interesse significativo pelo Brasil, por nosso idioma e cultura, e realizam o curso introdutório ao português brasileiro até a metade do mês de dezembro.

Dois outros grupos, com 12 e 14 estudantes, que já possuem bons conhecimentos de português de Portugal e, da mesma forma, grande motivação em conhecer mais sobre as variantes brasileiras, realizam um curso de nível pré-intermediário, com as aulas ministradas diretamente em português. As turmas têm aulas às terças, quartas e quintas-feiras, das 14h às 15h40min, no Brasil. 

Para atender a essas demandas, estudantes da graduação em Letras e do PPGL UPF têm se dedicado à seleção, adaptação e criação de materiais didáticos, bem como ao planejamento de atividades para os encontros síncronos, que se realizam pelo Google Meet. Além da oportunidade de unir teoria e prática, em uma espécie de estágio internacional virtual, estão aprimorando a prática oral da língua inglesa, que é a língua de instrução/interação nos grupos de iniciantes. Da mesma forma que, por meio  das interações ocorridas durante as aulas, os estudantes brasileiros têm a oportunidade de conhecer a cultura polonesa.

5 As impressões dos estudantes da UPF sobre suas experiências
“Está sendo uma experiência gratificante. Eu nunca havia lecionado antes e estar fazendo isso agora com pessoas que não são falantes da língua se tornou algo divertido, acolhedor e muito importante para mim. Ensinar nos permite também aprender uns com os outros.” – Sara Barreto, Letras, nível II.

“Aprendo muito a cada aula. Ensinar a língua portuguesa para falantes de outro idioma que moram em outro país é uma experiência nova para mim e está sendo uma excelente oportunidade para aprender a dar aula nesta modalidade. Também, além de ensinar sobre a nossa cultura, aprendo sobre o país dos estudantes e seus costumes.” – Gabriela Golembieski, PPGL (mestrado).

“Ensinar português para quem não o possui como língua materna é, sem dúvidas, uma experiência única.  A cada aula aprendo mais com os colegas e, principalmente, com os alunos. Além disso, a experiência de troca cultural se torna mais enriquecedora e intensa à medida que o curso avança.” – Jaqueline Minosso,  Letras, nível II.

“Minha experiência como estudante de mestrado do PPGL UPF e professor no ensino de línguas em contexto universitário está sendo muito positiva. O conhecimento adquirido está me proporcionando ferramentas metodológicas aplicáveis em minha prática como professor na Educação Básica, especialmente em Língua Portuguesa e Língua Inglesa. Compartilhar a cultura brasileira com o estudante holandês e com os estudantes poloneses é, indubitavelmente, enriquecedor para minha prática docente, pois contribui para o desenvolvimento de competências interculturais, essenciais no ensino de línguas e na formação de cidadã.” – Marcos de Assis Serafini, PPGL (mestrado).

“Um dos pontos mais fortes e positivos do curso de Letras sempre foi o constante incentivo a experiências novas e inspiradoras, e é muito bom poder continuar nessa linha mesmo depois de formada. Poder dar aula de Português a pessoas cuja língua materna é tão distinta da nossa e poder compartilhar conhecimentos culturais e linguísticos vem sendo muito gratificante.” – Ritchely Ávila da Rosa, Pós-Graduação em Relações Internacionais. 

“A língua tem a capacidade de nos unir mesmo estando em diferentes lugares do mundo. Ensinar português para pessoas de diferentes culturas tem sido uma experiência riquíssima e encantadora. A cada dia aprendo, vivencio e tenho a possibilidade de conhecer pessoas, seus costumes e histórias!” – Patrícia Braciak, Letras, nível VIII.

“Desde o início do ano, quando comecei a atuar no projeto, meu crescimento profissional, acadêmico e pessoal, foi vertiginoso. Pude entrar em contato com uma sala de aula que não é comum, conhecendo todos os procedimentos necessários para pensar, preparar e aplicar uma aula de língua. Além das aulas de português para imigrantes, trabalhei também ensinando português para um aluno sírio, atividade essa que expandiu novamente meus horizontes e formas de pensar o ensino de idiomas. Estar no projeto Linguagens e Práticas Sociais me coloca em contato com salas de aulas diferentes, alunos diferentes e demandas diferentes. Essa perspectiva enriquece profundamente o saber pedagógico e humano daqueles que participam”. Isabella Menegat, Letras, nível VII.

“Desde que comecei a aprender inglês aos doze anos desenvolvi uma paixão por aprender novas línguas e ser capaz de me comunicar com pessoas de outros países através delas. Atualmente essa é uma realidade cotidiana, tanto na tradução humanitária de documentos para imigrantes e refugiados quanto nas aulas de português para poloneses. Estas experiências proporcionam trocas culturais e linguísticas fascinantes onde ensinamos e aprendemos nos unindo pelas diferenças”. Lucas Sebastião da Rosa da Silva, Letras, nível II.  

6 Considerações finais
Este trabalho evidencia o crescente interesse pelo aprendizado do português brasileiro por diferentes grupos de falantes de outras línguas. Ao estimular a projeção do português brasileiro como língua internacional, ampliamos o alcance e a visibilidade da nossa língua no cenário global, reforçando sua importância e relevância. Ao mesmo tempo, o Projeto chama a atenção para o papel das línguas como um poderoso instrumento de transformação social e cultural.

Esse cenário trouxe reflexos no curso de Letras e no PPGL UPF, com a ampliação e o fortalecimento do Projeto Linguagens e Práticas Sociais no âmbito da extensão universitária. As ações e os resultados do Projeto, nos últimos dois anos, apontam para um grande impacto social na comunidade local e regional, a partir do oferecimento de cursos para imigrantes e refugiados em situação de vulnerabilidade.

A relação do PLPS com outros setores e projetos da UPF torna a proposta mais robusta no que tange aos aspectos mencionados, pois são ações que contribuem para a diminuição das desigualdades, para o diálogo intercultural e para os processos que levam à educação e à formação de qualidade. Portanto, auxiliam o desenvolvimento sustentável para uma sociedade mais justa.

Por outro lado, ao expandir a abrangência do PLPS com a oferta de cursos para estudantes residentes em outro país, o processo de internacionalização do currículo e curricularização da extensão da graduação e pós-graduação foi beneficiado, tanto pela abrangência como pelo envolvimento de um grupo significativo de estudantes e pelas atividades concretizadas, como a experiência de um estágio virtual internacional.

Nesse sentido, destaca-se a extensão como um espaço para a formação ampliada de professores de línguas, a partir de uma dimensão humanizada e inovadora. Pelo contato com uma grande diversidade de nacionalidades e culturas fica evidente o enriquecimento do ambiente de aprendizado, em um espaço onde as trocas culturais são valorizadas, trazendo benefícios para aqueles que ensinam e para aqueles que aprendem.

Apesar de todos os aspectos positivos destacados, cabe considerar os muitos desafios que circundam o PLPS, como a necessidade de investimento de tempo para estudo e planejamento, sobrecarga de trabalho, entre outros. Entendemos que esses desafios fazem parte do processo natural de crescimento pessoal e profissional proporcionado pelo curso universitário de qualidade.

De forma geral, o PLPS tem evidenciado contribuições significativas na formação dos estudantes de Letras, bem como na vida daqueles que realizam os cursos oferencidos. O grande potencial dessas ações reside nas perspectivas de (trans)formar pessoas e suas comunidades, para uma sociedade mais inclusiva, crítica e culturalmente rica, onde a diversidade é vista como potencialidade e as línguas como possibilidade de agir socialmente em prol de transformações.

Referências
Bakhtin, M. Os gêneros do discurso. In: Estética da criação verbal. 6ª.ed. São Paulo: Martins Fontes, 2011. p. 261-270.
BRONCKART, J.- P. Atividade de Linguagem textos e discursos: por um interacionismo sócio-discursivo. São Paulo: EDUC, 1999.
Elliot, L.; Judd, E. L.; Tan, L.; Walberg, H. J. Teaching additional languages. Genebra: International Academy of Education/International Bureau of Education. 2001. Disponível em: <https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000125455 >. Acesso em 20 de jun. de 2024.
Jouët-Pastré, C. de. et al. Ponto de Encontro: Portuguese as a World Language. Pearson Education Limited – 2ª edição. England. 2014. 
Lane, H.C. Intercultural Learning. In: Seel, N.M. (eds) Encyclopedia of the Sciences of Learning. Springer, Boston, MA. 2012. https://doi.org/10.1007/978-1-4419-1428-6_242
Popescu, C., & Pudelko, M. (2024). The impact of cultural identity on cultural and language bridging skills of first and second generation highly qualified migrants. Journal of World Business, 59(6), 101571. https://doi.org/10.1016/j.jwb.2024.101571 

Equipe envolvida no Projeto
Coordenação
Cleo Pletsch – Curso de Letras – coordenadora do Projeto Linguagens e Práticas Sociais
Luciane Sturm – Curso de Letras e PPGL, coordenação das turmas de PBFOL; atua nas turmas para os estudantes poloneses (nível pré-intermediário).

Estudantes
Gabriela Golembieski – bolsista PPGL,  Paidex voluntária. Atua em uma das turmas para os estudantes poloneses.
Isabella Menegat – Letras, bolsista Paidex UPF. Atua na turma para imigrantes e refugiados e para estudantes internacionais.
Jaqueline Minosso – bolsista Letras,  Paidex voluntária. Atua em uma das turmas para os estudantes poloneses.
Lucas Sebastião – Letras, bolsista Paidex UPF. Atua em uma das turmas para os estudantes poloneses. 
Patrícia Braciak – Letras, bolsista Paidex UPF. Atua nas turmas para os imigrantes e refugiados desde 2023 e em uma turma para os estudantes poloneses.
Marcos de Assis Serafini – bolsista PPGL,  Paidex voluntário. Atua nas turmas para os estudantes internacionais, incluindo uma das turmas para os  poloneses.
Ritchely Ávila da Rosa – Pós-Graduação em Relações Internacionais,  Paidex voluntária. Atua em uma das turmas para os estudantes poloneses.
Sara Barreto de Lima – bolsista Letras,  Paidex voluntária. Atua em uma das turmas para os estudantes poloneses.

Professores Colaboradores
Claudia S. Toldo Oudeste – Curso de Letras e PPGL
Luciana Brandli – Curso de Eng. Civil e PPGEng
Marlete Diedrich – Curso de Letras e PPGL
Mateus Fiorentini – Curso de História
Patricia Grazziotin Noschang – Curso de Direito e PPGD
Patrícia Valério – Curso de Letras e PPGL

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