Abandonado em caixas,
Perdido como todos os outros dias… É difícil perder os velhos hábitos.
Andamos em cima do muro…
Admirando o Sol se pôr à frente de nossos olhos.
Os becos são a única paisagem que todos podiam ver.
Desejei que um de nós,
Poderíamos incendiar os corações de todos…
Mesmo todos esquecendo de nossos nomes.
Corra longe,
Engatinhe para dentro dos túneis
estreitos.
Com as vozes persistindo que você desista.
Na escuridão…
Finalmente me senti em casa. Me senti enfim… Como os gatos da rua de trás.
Eu cobicei tanto por um lar verdadeiro. Porém… Tudo que consegui…
Foi um lugar escuro perto de um desfiladeiro.
Desejei que um de nós, Poderíamos incendiar os corações de
todos… De centenas…
Finalmente pude encontrar um canto para chamar de minha casa…
Com os solitários…
E sozinhos…
Gatos da rua de trás.
Noite após noite…
Mais uma vez… A noite vem.
Um beco, um desfiladeiro, um muro e as saudades do meu amanhecer.
Todos esqueceram… (Esqueceram…) Todos esqueceram… (Despediu–se…) Incendeia-me, que haja luz em minha sombra, em meus olhos indispostos…
por Heitor Henrique Carvalho dos Anjos, Turma 303
Escola: Anchieta
Cidade: Marau