Os gatos —
brancos, pretos, amarelos —
tão sublimes no olhar
de quem enxerga as almas
e as cura delas mesmas:
os gatos.
Cinzas, mouriscos, siameses,
caminhando pelos tetos,
enxergam tudo.
E,
quase alcançando o céu,
de repente,
os gatos caminham nos muros
como quem risca o céu
com as unhas.
De repente — puff —
desaparecem num segundo,
com suas caudas peludas.
Os gatos —
malhados, lisos, pelados —
– para que tantos gatos, meu Deus?
Talvez porque a noite
é grande demais
para ser atravessada sozinha.
Os gatos
Com suas patas ligeiras
correm aliviar o coração
dos noturnos amantes,
curam dor
de solidão.
Por Gabriela de Oliveira Zimmermann
Gateira; Professora de Língua Portuguesa, Língua Inglesa e Produção textual; Mestra em Letras pela Universidade de Passo Fundo (UPF).
E-mail: gabrielazimmermann0@gmail.com.
